segunda-feira, 20 de julho de 2015

Celebrar a amizade

Quando se nasce e cresce num bairro como o meu é como vivermos numa aldeia. Bandos de irmãos e primos, travam amizades nos bancos da escola, nas ruas e jardins da "aldeia". Estas são as verdadeiras amizades e que duram uma vida. Dois dos nossos (meus e dos meus irmãos) amigos da "aldeia", há 4 anos, trocaram a vida na cidade pela vida no campo e todos os Verões reúnem os amigos citadinos e, brincando com os festivais que proliferam no verão,  convidam-nos para o "Varelinha Summer Fest". 
Vestidos a rigor, fizemos o nosso passeio "cultural" e bastante informativo em termos agrícolas,  com paragens para momentos de degustação.
Explicando os km de rega que foram distribuidos e saõ mantidos por todo o terreno,apenas pelo nosso amigo, que nos descreveu a "guerra" injusta que trava com ervas daninhas e todo o tipo de bicharada, pássaros, raposas, sacarrabos...!
Na hora da sangria as arquitectas apanharam os frutos vermelhos
Nunca tinha comido morangos amarelos, uma verdadeira delícia, com intenso sabor floral!
  "Abusámos" todo o dia dos produtos biológicos divinamente preparados,
enquanto as crianças exploraram o campo, nos intervalos dos mergulhos, um pretexto para se refrescarem!
Ao cair da tarde, "eles" voltaram a ser crianças, criaram uma corrente na piscina e, com as crianças, ao som das "nossas músicas", desafiaram-nas a vencer a corrente.
 Ainda nos rimos com a expressão da pequenita que, tendo nascido em Lisboa,  não tem memória de um dia ter vivido na capital, chamando a uma de nós "miúda da cidade" e não sabendo o que é um táxi!
O Summer Fest foi um bom começo para as férias que se avizinham. Este ano não tenho nada programado, apenas promessas feitas à família e amigos. Promessas de celebração do melhor que cultivamos na vida, os laços que nos unem.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Para não esquecer

Para não esquecer o francês e praticar o inglês, leio.

A Marie Claire em Lisboa de visita à Retrosaria
Para não esquecer as técnicas, truques e dicas que utilizei no Raglan Cereja, vou anotando tudo na minha conta do Ravelry. Tive dúvidas no remate das mangas, tendo encontrado a melhor explicação no livro da Margaret Radcliffe
Para não esquecer o que aprendi no workshop de Tricotar a cores, já tenho comigo o padrão gratuito oferecido no site da Shetland wool week. (Será que se sonhar com muita força consigo passar uns dias aqui?!)
Para não esquecer a minha visita ao Yarn Along, partilho o que ando a ler, nos intervalos do meu Raglan. Vai ficar mesmo bem com o que trago calçado!
Quanto a livros, estou a terminar de ler "Uma Fortuna Perigosa" de Ken Follett e nos próximos dias vou começar a ler policiais da  Anne Perry.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Meadas de ideias, meadas de projectos

Escrevendo "Entre a Serra e o Mar"
 Há 2 anos regressei à malha, tricotando ponchos. No "Poncho das Manas" faltou-me a paciência para o terminar de tão fina que era a lã (finalmente só faltam uns 20cm!). No "Serrano" faltou-me a lã para aumentar a largura. Os ponchos foram ficando, assim, esquecidos enquanto, impulsivamente, fui investindo em lã e fazendo outros projectos de malha. 
Agora termino o que começo. O que mudou? Estudei, aprendi, pratiquei e com mais segurança, algum atrevimento e, certamente, com muito mais gozo do que quando tinha em mãos intermináveis rectângulos de malha, consigo chegar ao fim das peças, tendo alcançado uma certa disciplina no que diz respeito à malha. Ajudou-me a organizar a malha, aprender a tirar maior partido do Ravelry. Ter tudo arrumado, apesar de virtualmente, ajuda muito!
No entanto, entre laçadas, não posso evitar fugas, ainda que apenas em pensamento, para outros trabalhos que tenho em mãos. A Árvore da Vida, para os meus pais, o sampler, para os meus irmãos e alguns trabalhos para a minha casa. Olho para este monte de trabalhos e só penso "Perdi o fio à meada!". 
Antes que tudo se embarace e dê um nó, sufocando-me de ansiedade, reorganizo os meus trabalhos e dobo uma meada de inacabados. À medida que desenrolar este meu novo "novelo", vou seguindo uma cronologia e com tempo chegarei à ponta final. A dificuldade reside na acérrima competição com o meu "novelo gigantesco" de ideias. Mas vou tentar colocá-los lado a lado, dando-lhes iguais oportunidades de colorirem os meus dias, com um certo equilíbrio e, sobretudo, com muita calma, pois "depressa e bem, não há ninguém"! 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Dar a volta ao texto

O meu filho, artista e matemático, não estava com vontade de estudar português. Era urgente motivá-lo para a leitura e análise de algumas obras. Não alcancei o meu objectivo, mas estudámos juntos para o exame de hoje, tendo passado assim momentos inesquecíveis com o António. Terminado o estudo resolvi dar a volta ao texto e ouvir o Sermão de Padre António Vieira, na voz inconfundível de Bethânia e os Maias também com sotaque brasileiro, dado que nada encontrei no nosso português. Após 3 horas de Eça em "novela", desistimos. Eu aguentei porque estava com a malha na mão!O António não conseguiu de todo, distraindo-se ao fim dos primeiros minutos, voltando à leitura das suas sínteses, "um estudo mais sério"!
Os cães esperaram e desesperaram pelo passeio.
Apesar de tudo, o exame "correu-nos"bem e o meu "Raglan Cereja" entretanto cresceu mais um bocadinho.

Foi um daqueles momentos em que senti tanto a falta da minha avó Teresa! O seu gosto e profundo conhecimento pela Literatura e História, tornava o estudo de Português ,mais apetecível a alguns netos e fascinante a outros. Para mim, uma tarde de estudo com a minha avó era a garantia de uma tarde bem animada, viajando pelo tempo, na pele de um cem número de personagens.
Neste primeiro dia de Julho, partilho Eça e o meu Raglan, no Yarn Along.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Trapologia e Mantas de Retalhos

Trapologia, técnica para fazer peças a partir de pedaços de tecido (...), cosendo-os uns aos outros. Esta é mais uma técnica que quero estudar e à qual vou dedicar parte das minhas férias, que estão quase a chegar! Tenho duas ideias bastante distintas, mas terei de me decidir apenas por uma. Tenho consultado blogs, passeado os olhos pelo pinterest e lido alguns livros, como por exemplo este que comprei na Retrosaria, aconselhada pela Rosa Pomar, a mestre das Mantas.
Seguindo o primeiro caminho que tomei, talvez termine um dia com uma caixa assim (clique para ver imagem) e só depois farei uma manta com hexágonos.
Entretanto vou avançando na minha Manta, tendo a companhia constante dos meus cães!
 Eles ficam no jardim. Eu escondo-me do sol, dando pontos na frescura do alpendre.
No final da tarde de domingo apeteceu-me fotografar a manta, com os meus companheiros.
Impus a mim mesma a condição de não iniciar uma nova manta sem ter terminado esta. Estou muito mais disciplinada, embora ainda não o suficiente!
Um pequeno à parte, e dando seguimento ao último post, em que resvalei desabafos pelas minhas teclas, algo que evito fazer. Estou bem e devo dizer que feliz. Sou uma mãe radiante de orgulho. A minha filha mais velha é Mestre, tendo eu, a família e amigos, presenciado a sua excelente defesa de Tese.
substantivo feminino

1. Técnica para fazer peças a partir de pedaços de tecido de cores ou padrões diferentes, cosendo-os uns nos outros.

"Trapologia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/Trapologia [consultado em 30-06-2015].
substantivo feminino

1. Técnica para fazer peças a partir de pedaços de tecido de cores ou padrões diferentes, cosendo-os uns nos outros.

"Trapologia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/Trapologia [consultado em 30-06-2015].

substantivo feminino

1. Técnica para fazer peças a partir de pedaços de tecido de cores ou padrões diferentes, cosendo-os uns nos outros.

"Trapologia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/Trapologia [consultado em 30-06-2015].

substantivo feminino

1. Técnica para fazer peças a partir de pedaços de tecido de cores ou padrões diferentes, cosendo-os uns nos outros.

"Trapologia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/Trapologia [consultado em 30-06-2015].
(trapo + -logia)

substantivo feminino

1. Técnica para fazer peças a partir de pedaços de tecido de cores ou padrões diferentes, cosendo-os uns nos outros.

"Trapologia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/Trapologia [consultado em 30-06-2015].
(trapo + -logia)

substantivo feminino

1. Técnica para fazer peças a partir de pedaços de tecido de cores ou padrões diferentes, cosendo-os uns nos outros.

"Trapologia", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/dlpo/Trapologia [consultado em 30-06-2015].

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Sinto-me um trapo

Sinto-me um trapo, seja lá o que isso for! Estão a ver quando pegamos num tecido e cortamo-lo em pequenos pedaços? Pois eu sinto que, aquela parte que há em mim, que acredita em alguns princípios da vida, foi rasgada violentamente e feita numa amálgama de trapos. Mas creio profundamente que, tal como na trapologia, vou conseguir transformar esses mil e um trapos numa "manta", retrato de uma felicidade reinventada. Não sou pessoa de me entregar às coisas menos boas da vida!
Sigo mais uma frase que um dia a minha avó Teresa me escreveu "A felicidade não se acha; constrói-se". 
 
Esta tarde retomo a minha manta, algo que me descontrai e me faz feliz!
Bordados acolchoados, contornando os desenhos com a linha branca




quarta-feira, 17 de junho de 2015

Raglan sem costuras

Investi neste livro, quando fiz um dos workshops na Retrosaria. Foi o meu primeiro passo num estudo mais cuidado da malha circular. Sabia que só podia ser bom, depois de o ter visto no blog da Paula.
 A razão deste meu novo interesse é querer tricotar, um dia, talvez daqui uns quantos Invernos, um colete em jacquard, como este da Rosa. Além da leitura deste livro fantástico, considero um bom começo, para a malha sem costuras, a consulta do vídeo da VeryPink. Ver a executar é sempre bom! Após o meu estudo e pesquisas decidi deitar mãos à obra e, embora prefira tricotar lã, optei por um fio de algodão. Perante esta mudança, tricotei amostras e vi-me forçada a cálculos matemáticos, para adaptar as instruções ao meu fio e agulhas. 
 Estava a ficar com o cérebro em papa! Pedi ajuda ao matemático da família, que não sabe nada de tricot, com esperança de não dar asneira. Até agora parece-me que bate tudo certo.
No livro, a Margaret sugere a criação de modelos  ao nosso gosto, por exemplo, fazendo torcidos ou outros pontos, onde tricotei *laçada, meia, laçada* (yo,k,yo). A mudança que estou a pensar fazer no "meu" modelo é tricotar um ponto rendado depois do peito, mas logo se vê! Quando consultei os projectos tricotados com o mesmo fio, encontrei este modelo, este e este, todos gratuitos.

Para evitar que o cérebro me falhe com a matemática da malha, estudo nutrição, lendo este livro.
E a manta? - perguntam vocês.
- Devagar se vai ao longe e muito devagar também!
Além de livros também leio blogs e hoje é dia de leitura de uns quantos, no Yarn Along, onde partilho o que ando a ler e a tricotar, tal como todas as participantes.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Do pé para a mão

Estou a tricotar um modelo que tanto dá para usar como perneiras, como para aquecer as mãos. O desenho é a cópia de uma pequena fracção do esquema B ( Gola minderica) do livro "Malhas Portuguesas". Também segui as instruções da Rosa Pomar, para a bainha de bicos, no entanto, e seguindo o conselho de uma amiga e colega do tricot, montei malhas provisórias num fio de algodão com uma agulha de crochet. A montagem de malhas provisórias facilita o trabalho a quem, como eu, faz a primeira bainha de bicos.

A falta de prática/ conhecimento, na forma como cada fio se comporta, poderá ser um dos motivos para que o meu trabalho apresente este aspecto, de uma bainha pouco "ajustada" e bambaleante, apesar de ter sido tricotada com agulhas um número inferior ao resto do trabalho.
Apesar de tudo, gosto de ver a lã João com a Noro e espero resolver o problema passando um fio elástico, caso seja mesmo necessário!
Entretanto já terminei as Caneleiras Miletinas e tenho continuado, sem pressa, nem ansiedade, ponto a ponto a acolchoar a minha manta. Ao contrário do que eu estava à espera, estou a gostar do resultado do acolchoamento dos bordados. O facto de contornar, com pontos praticamente imperceptíveis, os desenhos, confere-lhes um certo relevo que, aos meus olhos, enriquece os painéis bordados. Por agora não tenho fotografias, pois esta altura do ano é a pior para qualquer professor, e todo o tempo que tenho para descontrair, o alheamento é tal que me esqueço de fotografar. Lembrei-me enquanto fazia a bainha de bicos, para guardar como apontamento para mim, sem ter tido cuidado na qualidade da fotografia, pois não tencionava partilhar. As fotografias do "casamento" entre João e Noro, estão melhores, pois estava a tricotar em casa dos meus pais, tendo por companhia os críticos dos meus irmãos! A ideia desta combinação dos fios nasceu aqui e aqui.
Assim, com as mãos ocupadas e a cabeça longe das preocupações que avassalam qualquer professor no final de mais um ano lectivo, lembrei-me de participar uma vez mais no Keep Calm Crafting On